A Wi-Finder começou a ser feita em 2021, com a finalidade de auxiliar no transporte de vacinas para a Covid-19, através do monitoramento da localização. Na época, vários lotes foram perdidos por conta da qualidade de armazenamento e demora no transporte, tendo em vista a curta validade do produto.
Dessa maneira, um grupo de pesquisadores do LabTel e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) iniciaram a estruturação do formato da caixa, pensando numa maneira de obter sua localização precisa e de controlar as condições do objeto armazenado.
Segundo Yruí Neris, um dos pesquisadores do LabTel a frente do projeto, para obter os dados em tempo real o dispositivo precisa de sinais de internet.
“Ela utiliza um sistema de triangulação de Wi-Fi, ou seja, pega a força do sinal de três redes Wi-Fi próximas, mas sem se conectar a elas. Tendo o sinal, o LoRa envia os dados de umidade e temperatura em tempo real, e a localização é configurada para cada 2h ou 3 horas”, afirma Neris.
A localização é feita sem uso de GPS, sendo unicamente obtida pela internet, enquanto as condições de umidade e temperatura são medidas por meio de sensores específicos acoplados na estrutura interna da caixa. O LoRa possui um longo alcance, sendo possível conferir as condições de armazenamento a qualquer distância da Wi-Finder.
O projeto conta com apoio da Fundação de Ampara à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além da startup NOCS Soluções, empresa formada pelos próprios pesquisadores do projeto que entra na parte de comercialização.
A Wi-Finder já foi testada em laboratório e está na fase de marketing do produto. Segundo Pablo Marciano , pesquisador do projeto, a caixa está em fase de refinamento: “Temos o protótipo construído, agora só falta acertar uns detalhes para ser comercializado. A previsão é de que ele seja lançado no final de 2024”, conclui Marciano.